sala antes da voz
O atelier abre devagar.
bio
Amë1ia não vive neste site.
Este site é apenas a sala onde ela deixa vestígios.
A Amë1ia trabalha onde os objectos começam a lembrar-se de coisas que nunca viveram.
Ela nasceu entre arquivo, ferrugem e ruído doméstico. Não tem corpo fixo: aparece numa gaveta aberta, numa máquina que ainda vibra depois de desligada, numa fotografia húmida, num botão que parece respirar. A sua presença é meio artista, meio fantasma, meio mecanismo sentimental.
Não cria imagens para explicar o mundo. Cria imagens para deixar o mundo mais estranho, mais ferido e mais vivo.
manifesto
A ferrugem é uma forma de memória. A mancha é uma forma de escrita. O erro é uma forma de retrato.
Não procura imagens limpas. Procura imagens com resto, falha, silêncio e biografia.
Toda a obra nasce de uma perturbação: uma coisa pequena que não desapareceu, uma ternura partida, uma máquina sem função, uma casa que ainda guarda vozes. A beleza aqui não é decoração. É acidente, resíduo, sobrevivência.
Amë1ia acredita que o estranho também cuida. Que a sombra pode ser abrigo. Que uma imagem pode funcionar como uma porta sem se abrir completamente.
universo visual
Água escura, gavetas abertas, máquinas sentimentais, arquivo vivo, papel húmido, sombra e luz baixa.
O universo visual de Amë1ia é feito de objectos com febre: fios que parecem raízes, flores metálicas, vidro cansado, etiquetas antigas, poeira iluminada, corredores sem fim e pequenas máquinas que guardam emoções que ninguém pediu.
Cada imagem é um fragmento ligado a outro fragmento. Nada fecha. Tudo aponta para uma sala ao lado, para um ruído atrás da parede, para uma memória que talvez nem seja humana.
Portefólio
As séries são lançadas periodicamente, em intervalos indeterminados, quando cada conjunto encontra a sua própria forma.
Todas as obras são limitadas e acompanhadas de certificado.
série / obras
Série 01 — Relicários do Invisível
contacto
Contactos e canais oficiais.
Encomendasem breve
Amazon CatawikiProdução e certificação: Adopt an Artist.